sábado, 22 de agosto de 2009
Alô Sociedade,sou poeta (BELA ESPÉCIE)
Quero falar dos adolescentes poetas,dos jovens poetas adolescentes.
Esses que usam palavras melosas e antigas(que besteira,as palavras são as mesmas,só não as usam como antes),chamam suas namoradas de "meu amor",dão flores,choram sem vergonha nenhuma(quando vale à pena),dedicam canções,são compreensivos a toda e qualquer idéia,adoram a chuva e todas as fases da natureza(encontram dentro dela um motivo poético,uma razão para os acontecimentos pequenos e simples aos quais ninguém repara),lêem livros de poesias por puro gosto,que adoram discutir sobre o capitalismo,a política e a complexidade do ser humano mas ao mesmo tempo acham isso muito feio e uma perda de tempo,preferem dar mais importância ao simples,o que não envolve dinheiro e muita complexidade,são românticos em sua maioria,pois o amor não tem preço(vi isso em um comercial de uma certa marca de cartão de crédito,hehehe),venho falar desses que ainda acreditam em uma epifania mundial.
Esses "poetas" por assim dizer,oras,são gente também e pra ser mais específica,também são adolescentes,e,como outro qualquer adolescente na intimidade com os seus "amores" também praticam carinhos sórdidos e mau vistos pela "opinião pública",eles já se masturbaram ou se masturbam,já assistiram pornôs,já experimentaram álcool(alguns por curiosidade,drogas e outras coisas mais...),e quantos desses não transaram com uma de suas namoradas de uma forma nada romântica ou poética,ha.
Não quero colocar os tais jovens poetas como hipócritas(nunca ofenderia o amigo,claro),mas eles não estão a salvo da própria humanidade,não são santos,declaro e afirmo com convicção.Eles também têm seus momentos de puro "besteirol",mas ao contrário dos demais mantêm sua plenitude romântica,humilde e intelectual(e aqui pra nós,arrebatam como ninguém suas namoradas com poemas em declarações e até flores).Ah,em sua maioria são quase fanáticos por futebol(alguma coincidência?!),tem momentos de mudanças de humor repentinas e certas crises de melancolia.Mas o que que realmente os diferencia daqueles conhecidos como "amantes",caracterizados muitas vezes por suas "pegadas" e belos rostos é a facilidade e a habilidade com que expressam na hora certa,sentimentos,palavras,como se desculpam,o encanto está na forma como realmente amam,e por isso,às vezes fazem sofrer também suas companheiras,sim,há jovens poetas safados,como em toda classe na vida,se podemos chamar de classe,no meu ver,estes poetas são de outra espécie.apenas nasceram no lugar errado,ou não,talvez vieram a nós como um alerta ou como alguma lição que ainda não aprendemos.
E estes raros representantes do amor e do romantismo continuarão fazendo seus versos,mandando suas flores,chamando de "amores" seus AMORES.continuaram a chamar músicas de canções,acreditarão sempre e mais em seus "corações" e continuarão a achar no nascer e no pôr do sol,motivos para seus poemas,como sei de tudo isso?
Sou adolescente.
Luciana Pravi e Allan Bonfim.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Biscoitos Montreal
e era somente o que desejava.
Allan Bonfim.
sábado, 15 de agosto de 2009
Mãe... (Coisas Belas)
Ela se senta ao meu lado,pega o livro que estou lendo,ela não diz uma palavra mas posso sentir sua voz claramente.Então eu a olho e feliz descubro que sim,era o rosto q'eu desejava ver,entro em pleno estado de graça olhando aquela face que há tanto não via...
- é você.(é tudo que eu consigo dizer)
Ela continua a olhar o tal livro e eu,como pudesse me nutrir da imagem de seu rosto,continuo a observar,sorrindo,sorrindo...finalmente me encara,me puxa junto ao seu colo e me faz carinhos e afagos,aqueles que só ela sempre soube fazer.
Uma inevitável lágrima escorre ao meu rosto,eu sei que vai ser difícil,tê-la comigo de novo mas mesmo assim me rendo aos seus carinhos e durmo tranquilo no colo dessa senhora que me pôs aqui,cuidou de mim...ainda sinto ela dizer:
- como cresceu seu cabelo...eu sorrio em pensamento(ela nunca gostou dos meus cabelos grandes) Eu apago,tudo apaga e logo acordo,dessa vez no mundo real,olho ao lado e ela não está, já sabia,pois as melhores coisas,as mais profundas e que sempre nos acompanham nunca se deixam a vista no mundo real,elas simplesmente estão lá,ou aqui do meu lado.
A você que partiu tão cedo,mal ensinou-me a viver,saiba que nos momentos de mais pura felicidade,de sucesso e de alegria,eu sempre terei um pouco em mim de você, Dona Andrea.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Camila
- oi,o que faz aqui sozinha?
- nada,só tô aqui.
- quer companhia?
- claro,porque não.
Mesmo achando que aquela permissão se deu mais pelo nível de álcool do que por encantamento ou simpatia,eu investi no que parecia me encaminhar a mais uma ficada de fim de festa,(comparada a outras tantas,era uma recompensa e tanto...)eu só não imaginava que,pra minha sorte,a história com a minha cinderela bêbada não terminaria com aquela festa.Começamos a trocar palavras por "msn",depois por telefone e tivemos enfim nossa segunda festa,ali já éramos como dois namorados.Então começamos a sair nos fins de semana e dar aquela fugida no meio também,foram tantos lugares e momentos,mas nenhum se compara ao pôr do sol no leme.
A luz vai abaixando seu tom amarelo aos poucos e como pura magia,o flash do sol atravessando o horizonte anuncia que o mesmo já se vai,e imediatamente um manto anil cai sobre o Rio mostrando milhares de pontos luminosos no céu,(na verdade eram estrelas,mas queria deixar mais poético)o vento gelado do mar sopra na direção da gente,ela me pede que a abrace,eu o faço e sussurro em seu ouvido:
- eu te amo
- quê?(pergunta,dengosa,adora ouvir declarações)
- disse que te amo,minha bela...surdinha.
- também te amo,meu magrelinho.
Sorrimos,nos levantamos da areia e seguimos pelo calçadão,cruzando com pessoas que passavam por nós,e por mais impressionante que seja,nos olhavam,como quem diz:
- lá se vão dois apaixonados...
O tempo passou e juntos a gente fez a "coisa" aumentar,ela tomou grande proporção,talvez nem caiba mais no "coração",não significa que acabou ou esgotou-se,pode estar numa nova fase,depende de mim,depende dela,depende nada...
EU TE AMO.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Três anos se foram e você está comigo...
Vento no litoral (Legião Urbana)
De tarde quero descansar,
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
E quando eu vejo o mar,
Existe algo que diz,
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?
- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
sexta-feira, 24 de julho de 2009
No meio do nada (sem inspiração)
pode parecer confuso,aliás,é confuso,confuso pra mim que espero cair do céu uma inspiração que seja,confuso para aquele senhor que (não sei se por estar tonto ou por alguma doença reumática) se apóia dificilmente no muro daquela casa,é confuso também para aquele cachorro do outro lado da rua que olha os poucos carros que passam na estrada(talvez tentando atravessar) acho que é confuso até parar o sol que se encontra meio escondido atrás das nuvens na dúvida de sair ou não,e a única que não me parece confusa é aquela menina de vestido florido,meio curto,ela caminha apressada sem olhar pro lado e carrega consigo um embrulho,me parece o pão da tarde,olho o relógio e marca exatamente 2:15,não é o horário do café da tarde (mas vai entender).
ela não me troxe inspiração,nem ela,nem o senhor do muro,nem o cachorro e muito menos o sol,e quando já me encontrava vencido...adentra um menino,devia ter seus cinco ou seis anos,comia um daqueles biscoitos salgados a marca era "montreal" lembrei na hora que na minha infância eu adorava esses salgadinhos,na hora lembrei de um fato e outro,outro,me virei para a tela do computador e pensei: esses salgadinhos dariam um belo texto...
Allan Bonfim.
sábado, 18 de julho de 2009
Registro (onde o pensamento leva)
trazia um desgosto
a todos que viam
quando era representado em pedaços de papel
enquanto mascava seu chiclete
sentia a brisa fria atravessar seus lábios quentes
o choque térmico perfeito
e por avantajados
coragem e peito
achava que era superior a todos os seres
praticantes da política,religião e arte
achava tudo aquilo uma grande bobagem
todo o tempo e dinheiro gasto
desprezava a enganação
quando praticada sem razão
espalhava o rancor
mas do seu jeito
com muito amor
partiu atrás de seu bem
partiu para o seu bem
o que encontrou não era
nem o que buscava
o fazia parar
o caminho era escuro
não ligava
se escuro
também sabia ser
teria que fazer algo por todos
enganados,eleitos,bandidos,banidos,antigos
estudados,abusados,ignorantes,estudantes
falidos,saturados,famintos,babacas
donas de casa,heróis do povo
escrotos,todos
era uma obrigação
estava com a imaginação a mil
mas sem opção ou direção
aval ou permissão
sorriu e desisitiu
mas não querendo jogar fora
pelo trabalho que deu
aquilo que era único
e somente seu
decidiu guardar para sempre
escreveu...
Allan Bonfim.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Desejo a você...

Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé
Não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco e Bolero de Ravel...
E muito carinho meu
.Carlos Drummond.
