Mais um dia em Barguilândia,uma manhã ensolarada pede licença e atravessa as cortinas,implorando ao menino que acorde.As flores com gotas de orvalho em suas pétalas,e o cheiro da terra úmida complementam o cenário.Ele se levanta e se lava no lago,lago lindo com água cristalina e um bem estar que só quem é feliz sente,sente vontade de sorrir e sorri,mesmo que seja só por rir.
Prepara com atenção o café,aquele com cheiro conhecido,que lembra o da sua mãe ou o da sua avó,biscoitos de forno,chocolate,polvilho,tem de tudo.Pães de queijo quase se perdem no meio das frutas,são tantas,maçãs,ameixas,uvas das mais diversas cores,sim,bem ele come porque é feliz,começa então a sequência de sucos,manga pra animar,laranja pra dar força,um de pitanga pra dar graça.Sai da mesa,em sua casa a visão é panorâmica,é só imaginar um disco voador transparente todo cercado de vidro,e pronto,lá está.E o menino caminha pra fora,passa pelo jardim e é tanta beleza nesse mundo,vai,vai sim caminhar,passa pelo viaduto que paira sobre o parque onde outras crianças brincam,vai até o mercado central,que é o ponto de troca da Barguilândia,onde cada produto tem o seu valor fixo de troca,pois o dinheiro não existe em Barguilândia,e também não existem 'dores de cabeça' com contas de água,luz ou telefone,tudo é gratuito,tudo é livre,todos cumprem o seu respectivo trabalho em favor do conjunto.
O governo de Barguilândia é formado por todos os seus membros/habitantes,todos eles,e é dividido em distritos e todos têm direito semelhante,mas,se por algum acaso alguém ousar prejudicar a constituição barguilandense,esse alguém é punido sendo expulso da Barguilândia.Aqui nesse mundo fantástico e limpo,todos têm a consciência moral,por isso,nunca verá ruas sujas ou águas poluídas aqui.
O menino volta do mercado central com suas compras,regou as suas flores e foi brincar,sim,brincar,outro detalhe muito importante é que todos os membros/habitantes da Barguilândia são crianças,seu ciclo vital é normal,com uma diferença,não crescem jamais,não perdem a inocência,acho que isso ajuda na reciclagem do sistema da Barguilândia.
Na brincadeira,os dois sobem em suas respectivas bicicletas e pedalam em direção a estrada central,que leva ao mercado central e passa pelo vale central,sobem arduamente a rua de terra que dá pra estrada,o sol ainda arde os raios da tarde,e como num toque de mágica a subida se transforma em uma descida em ladeira,eles largam o guidão e abrem os braços,o menino sente uma brisa fria cortar a face,ele ainda escuta a menina dizendo para abrir os olhos e freiar,ele atende o pedido,e se depara com a barreira lateral da estrada,o medo lhe congela,e seus dedos não respondem e não tocam os freios,ele simplesmente se deixa cair,e imediatamente sente o corpo pesado,é como se despencasse parado,apenas escuta uma voz suave dizer:
- abra os olhos !
Ele atende o pedido pela segunda vez,e,pra sua surpresa,o sol não mais brilha pois é noite,em sua cama,seu corpo não é mais de menino é de homem,sua casa não mais é de vidro,nem tem visão panorâmica,ele se levanta e pelo caminho,na mesa da sala vê a carta de mais uma prestação da moto,olha à janela e nada de plantações,só carros e prédios,indo até a cozinha,ele vê guardada em uma fruteira,uma maçã esquecida que apodrece em desprezo e ele finalmente cai em si,está em casa,seu país não é nada perfeito,é cercado de corrupção,sujeira e violência,se dirige ao seu computador e após uma longa reflexão,solta um riso e diz:
- Barguilândia,né?!
Allan Bonfim.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Real fantasia (Pra quando o carnaval chegar)
As cortinas se mexem,o palco já está quase pronto.
Vai começar o "carnaval"....
Ajeitem-se em suas cadeiras,liguem suas tvs.
Vai começar o "carnaval"....
saiam por aí,Pernambuco,Rio,Bahia.
Vai começar o Carnaval...
Mas por favor,não comprem balas dos meninos que vendem balas.
Vai começar o "carnaval"...
Não comprem balas,pois os meninos levarão balas.
Vai começar o "carnaval"...
Retiramos os 'encostados' das ruas pra vocês.
Vai começar o Carnaval..
Andem nas ruas e consumam bastante.
Vai começar o Carnaval.
Sintam-se seguros,a polícia está ALERTA.
Vai começar o Carnaval...
Nada de urinar nas ruas,nessa época é feio
Vai começar o Carnaval...
Corram policiais,escondam os corpos,
escondam as balas,os turistas vêm/veem aí.
Vai começar o "carnaval"...
Sorriam,gente feliz é o que somos,
mesmo debaixo da chuva.
Vai começar o Carnaval...
Mesmo debaixo da água,de toda essa 'água'
Vai começar o "carnaval"...
Afogados salvem-se,'afogados' emerjam.
Vai começar o Carnaval...
Levem cinco dias de boa vida e felicidade.
Vai começar o "carnaval"...
Esqueçam os corruptos e apertem suas mãos.
Vai começar o "carnaval"...
E olhem lá.
Vai começar o Carnaval...
A Colombina fugiu do Pierrot de novo.
Vai começar o Carnaval...
Cautela nas estradas.
Vai começar o "carnaval".
Eu sou o Pierrot,
E o Arlequim diz:
O CARNAVAL JÁ COMEÇOU !!!
Allan Bonfim.
Vai começar o "carnaval"....
Ajeitem-se em suas cadeiras,liguem suas tvs.
Vai começar o "carnaval"....
saiam por aí,Pernambuco,Rio,Bahia.
Vai começar o Carnaval...
Mas por favor,não comprem balas dos meninos que vendem balas.
Vai começar o "carnaval"...
Não comprem balas,pois os meninos levarão balas.
Vai começar o "carnaval"...
Retiramos os 'encostados' das ruas pra vocês.
Vai começar o Carnaval..
Andem nas ruas e consumam bastante.
Vai começar o Carnaval.
Sintam-se seguros,a polícia está ALERTA.
Vai começar o Carnaval...
Nada de urinar nas ruas,nessa época é feio
Vai começar o Carnaval...
Corram policiais,escondam os corpos,
escondam as balas,os turistas vêm/veem aí.
Vai começar o "carnaval"...
Sorriam,gente feliz é o que somos,
mesmo debaixo da chuva.
Vai começar o Carnaval...
Mesmo debaixo da água,de toda essa 'água'
Vai começar o "carnaval"...
Afogados salvem-se,'afogados' emerjam.
Vai começar o Carnaval...
Levem cinco dias de boa vida e felicidade.
Vai começar o "carnaval"...
Esqueçam os corruptos e apertem suas mãos.
Vai começar o "carnaval"...
E olhem lá.
Vai começar o Carnaval...
A Colombina fugiu do Pierrot de novo.
Vai começar o Carnaval...
Cautela nas estradas.
Vai começar o "carnaval".
Eu sou o Pierrot,
E o Arlequim diz:
O CARNAVAL JÁ COMEÇOU !!!
Allan Bonfim.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Era Tico,Allan e Eu (Pra publicar é preciso)
Puxou a cadeira e sentou-se com as mãos apoiadas na mesa,a frente,dois seus discutiam loucamente sobre a publicação:
- Eu prometo fazer algo inédito,algo que vão gostar.
- Inédito como?
- Oras,inédito.
- Veja bem,pode ser que não gostem.
- Tô falando,vão gostar.
- E num dá pra dar uma prévia?
- Vai deixar de ser inédito.
Sentindo o caminho que a conversa ia levar,ele pede a palavra e diz:
- Tá,eu autorizo,mas vai ter o meu nome no final.
- Ih,minha opinião não vale mais nada aqui não?
- Sinceramente...não !
- Eu que dei nome aquilo !
- Quem é o cabeludo?
- Você.
- Pronto,está decidido.
- Não,não é assim.
- Sim,é assim sim,fale-me mais sobre o 'inédito'.
- Bem...
- Espera aí !!!
- Ai caramba.
- Eu respondo os comentários,eu comento nos outros blogs,organizo tudo lá.
- Eu escrevo os textos.
- Grande merda...
- Tire os textos e veja o que sobra então.
- O espaço cabeludo.
- Totalmente sem cabelo.
- Mas com muita cor.
- Cor só tem graça em cabelo.
- Ele tem razão.
- Você fica quieto.
- Não,você fala,conta logo sobre o inédito...
- Não posso.
- Ahn?!
- Deixa de ser inédito.
- Tá.vai ser legal? terá conteúdo?
- Sim,sim,concerteza.
- Então só quero o meu nome.
- Tá bom.
- E eu?
- Tico,eu deixo você dar as cores.
- Sério?!?! *o*
- Claro.
- E você,o que vai querer?
- Eu?
- É,você !
- bem...eu escrevo (:
Allan Bonfim...Ticoético e Eu.
ps:o motivo de eu ter ficado tanto tempo sem publicar foi um erro provocado por uma leve distração (tinha programado a publicação pra daqui a cinco anos) a falta de tempo também entra na receita,enfim,aproveito o pós-script pra falar um pouco do escrito acima,foi uma coisa que me ocorreu enquanto escrevia um texto que será publicado a seguir,achei interessante registrar pra você que lê ter uma idéia vaga do que ocorre na minha mente e na mente deles (Tico e Allan),um bom dia a todos,meu turno acaba aqui,vou dormir.
- Eu prometo fazer algo inédito,algo que vão gostar.
- Inédito como?
- Oras,inédito.
- Veja bem,pode ser que não gostem.
- Tô falando,vão gostar.
- E num dá pra dar uma prévia?
- Vai deixar de ser inédito.
Sentindo o caminho que a conversa ia levar,ele pede a palavra e diz:
- Tá,eu autorizo,mas vai ter o meu nome no final.
- Ih,minha opinião não vale mais nada aqui não?
- Sinceramente...não !
- Eu que dei nome aquilo !
- Quem é o cabeludo?
- Você.
- Pronto,está decidido.
- Não,não é assim.
- Sim,é assim sim,fale-me mais sobre o 'inédito'.
- Bem...
- Espera aí !!!
- Ai caramba.
- Eu respondo os comentários,eu comento nos outros blogs,organizo tudo lá.
- Eu escrevo os textos.
- Grande merda...
- Tire os textos e veja o que sobra então.
- O espaço cabeludo.
- Totalmente sem cabelo.
- Mas com muita cor.
- Cor só tem graça em cabelo.
- Ele tem razão.
- Você fica quieto.
- Não,você fala,conta logo sobre o inédito...
- Não posso.
- Ahn?!
- Deixa de ser inédito.
- Tá.vai ser legal? terá conteúdo?
- Sim,sim,concerteza.
- Então só quero o meu nome.
- Tá bom.
- E eu?
- Tico,eu deixo você dar as cores.
- Sério?!?! *o*
- Claro.
- E você,o que vai querer?
- Eu?
- É,você !
- bem...eu escrevo (:
Allan Bonfim...Ticoético e Eu.
ps:o motivo de eu ter ficado tanto tempo sem publicar foi um erro provocado por uma leve distração (tinha programado a publicação pra daqui a cinco anos) a falta de tempo também entra na receita,enfim,aproveito o pós-script pra falar um pouco do escrito acima,foi uma coisa que me ocorreu enquanto escrevia um texto que será publicado a seguir,achei interessante registrar pra você que lê ter uma idéia vaga do que ocorre na minha mente e na mente deles (Tico e Allan),um bom dia a todos,meu turno acaba aqui,vou dormir.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Amor de Quinta (Felizes pra sempre)
Sentaram na cama os dois para dormir,mas não foi uma ida de quem sente sono,foi uma ida obrigatória,como se a idade não mais os permitisse ficar acordados depois das nove e meia.Era triste,mas estavam conformados com a senilidade.Puxaram a coberta e se deitaram,aí se entreolharam,no olhar dele pra ela,parecia lembrar da juventude,de quando chamava carinhosamente de 'nega' aquela moça de pele clara,e corriam os dois na grama verde da Quinta da Boa Vista,parecia lembrar dos sorvetes divididos ou não na pracinha por falta de dinheiro,parecia lembrar do 'penar' que foi até o primeiro apartamento,da emoção ao saber da primeira filha,a subida dentro da firma onde muito duro deu.
Ela,em seu olhar,parecia lembrar de sua beleza juvenil,já distante a tempos e substituída por uma pele que não parecia sua,enrugada era,parecia lhe cobrar os passeios,lhe cobrava as 'loucuras românticas' de muito tempo atrás,parecia lembrar da emoção de ser carregada desde o portão até a sala por seu 'moreno da pele preta',como o chamava.
Mas algo a mais acontecia naquele quarto,era o encontro desses dois olhares,e esse,perdoava a intensidade romântica perdida,entendia que o corpo já não atendia a necessidades emocionais,lembrava que a velhice trouxe coisas boas,como duas bisnetas e a tranquilidade na percepção,esclarecia e obrigava a aceitação do estado atual,fazia esquecer os conflitos de outrora e mostrava que estavam ali,este tempo todo juntos,não a toa,mas que era inevitável a dominação da rotina.
Os dois,ali,nesses dois segundos,entenderam-se,disseram um "boa noite",ele apagou a luz e viraram-se cada um para o seu lado.
...sentindo algo a explicar,ela acende a luz e solta a pergunta:
- Mário,se alguma moça jovem e bonita aparecesse e o quisesse,você assim,me largaria?
Ele,surpreso com a pergunta,virou-se e disse:
- Como é que é,minha velha?
- Perguntei se me deixaria se uma moça jovem lhe quisesse.
- Ora,minha velha,depende da jovem,né? ele diz em tom sarcástico.
Decepcionada,ela retruca:
- Oh,deixe então velho safado,que te arranjo uma bem enxuta !
- Minha velha,não tem jeito.
- E o que não tem jeito?
- Eu te amo,minha nega,te amo e não há mais como se livrar de mim,minha velha.
Uma lágrima,inevitável e incontrolável a essa idade,caiu dos olhos daquela velha que aos poucos ia percebendo e sentindo a força do que unia os dois,e ela respondeu:
- Ô meu preto velho,te amo tanto,mas sinto aquele nosso amor tão sumido...
- Não tá sumido não,ele agora tá mais tranquilo e sublime.
- Mas onde tá a paixão?
- Ih,essa se perdeu faz tempo...
- Ora pois,veja aí então.
- O quê que tem?
- E isso é bom?
- O quê? (a mente já devagar)
- A paixão perdida,Mário,o que mais seria?
- É claro que é bom,velha,agora só nos resta o amor,este sem paixão,se torna mais bonito,se torna um amor puro.
Ela torna a transbordar sua emoção nos olhos,no fundo sabia,aquilo só precisava ser dito e respectivamente ouvido.
- Mas maria,está parecendo uma torneira esta noite.
- É a idade velho,é a idade.
- Eu sei,minha moça,mas vamos dormir,han?
- Sim,meu velho,sim.
Apagaram a luz e novamente se viraram cada um para o seu lado,ela agora,tinha seu coração renovado,apenas emocionalmente,o que já lhe bastava,sabiam os dois que a vida era ali,a idade não mais lhes permitia planos à longo prazo,então viviam como jovens,cada dia intensamente,e foi assim até suas mortes,mas eles se amaram tanto,mais tanto,que até hoje,tem gente que jura que viu o casal de velhinhos correndo jovens pela grama da Quinta Da Boa Vista.
Allan Bonfim.
Ela,em seu olhar,parecia lembrar de sua beleza juvenil,já distante a tempos e substituída por uma pele que não parecia sua,enrugada era,parecia lhe cobrar os passeios,lhe cobrava as 'loucuras românticas' de muito tempo atrás,parecia lembrar da emoção de ser carregada desde o portão até a sala por seu 'moreno da pele preta',como o chamava.
Mas algo a mais acontecia naquele quarto,era o encontro desses dois olhares,e esse,perdoava a intensidade romântica perdida,entendia que o corpo já não atendia a necessidades emocionais,lembrava que a velhice trouxe coisas boas,como duas bisnetas e a tranquilidade na percepção,esclarecia e obrigava a aceitação do estado atual,fazia esquecer os conflitos de outrora e mostrava que estavam ali,este tempo todo juntos,não a toa,mas que era inevitável a dominação da rotina.
Os dois,ali,nesses dois segundos,entenderam-se,disseram um "boa noite",ele apagou a luz e viraram-se cada um para o seu lado.
...sentindo algo a explicar,ela acende a luz e solta a pergunta:
- Mário,se alguma moça jovem e bonita aparecesse e o quisesse,você assim,me largaria?
Ele,surpreso com a pergunta,virou-se e disse:
- Como é que é,minha velha?
- Perguntei se me deixaria se uma moça jovem lhe quisesse.
- Ora,minha velha,depende da jovem,né? ele diz em tom sarcástico.
Decepcionada,ela retruca:
- Oh,deixe então velho safado,que te arranjo uma bem enxuta !
- Minha velha,não tem jeito.
- E o que não tem jeito?
- Eu te amo,minha nega,te amo e não há mais como se livrar de mim,minha velha.
Uma lágrima,inevitável e incontrolável a essa idade,caiu dos olhos daquela velha que aos poucos ia percebendo e sentindo a força do que unia os dois,e ela respondeu:
- Ô meu preto velho,te amo tanto,mas sinto aquele nosso amor tão sumido...
- Não tá sumido não,ele agora tá mais tranquilo e sublime.
- Mas onde tá a paixão?
- Ih,essa se perdeu faz tempo...
- Ora pois,veja aí então.
- O quê que tem?
- E isso é bom?
- O quê? (a mente já devagar)
- A paixão perdida,Mário,o que mais seria?
- É claro que é bom,velha,agora só nos resta o amor,este sem paixão,se torna mais bonito,se torna um amor puro.
Ela torna a transbordar sua emoção nos olhos,no fundo sabia,aquilo só precisava ser dito e respectivamente ouvido.
- Mas maria,está parecendo uma torneira esta noite.
- É a idade velho,é a idade.
- Eu sei,minha moça,mas vamos dormir,han?
- Sim,meu velho,sim.
Apagaram a luz e novamente se viraram cada um para o seu lado,ela agora,tinha seu coração renovado,apenas emocionalmente,o que já lhe bastava,sabiam os dois que a vida era ali,a idade não mais lhes permitia planos à longo prazo,então viviam como jovens,cada dia intensamente,e foi assim até suas mortes,mas eles se amaram tanto,mais tanto,que até hoje,tem gente que jura que viu o casal de velhinhos correndo jovens pela grama da Quinta Da Boa Vista.
Allan Bonfim.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
No Zoo (Eu,leão)
Eu leão,
me tiraram as garras
Eu leão,
me tiraram família
Eu leão,
me tiraram a força
Eu leão,
me tiraram a liberdade
Eu leão,
e quando essa gente me vê
Eu leão,
quase sempre estou cansado
Eu leão,
agora como carne fria
Eu leão,
há muito não sei o que é correr
Eu leão,
sinto saudades da leoa
Eu leão,
lembro dos tempos de vento na cara
Eu leão,
agora à noite fico sozinho
Eu leão,
agora sinto até frio
Eu leão,
agora 'vivo' numa jaula
Eu leão,
já não sou àquele leão
Eu leão,
de tanto remédio o coração não aguenta mais
Eu leão,
cansado de toda essa gente
Eu leão,
não mais ligo pro tempo
Eu leão,
só espero morrer
Eu leão...não,hoje não tem leão,não mais.
Allan Bonfim
me tiraram as garras
Eu leão,
me tiraram família
Eu leão,
me tiraram a força
Eu leão,
me tiraram a liberdade
Eu leão,
e quando essa gente me vê
Eu leão,
quase sempre estou cansado
Eu leão,
agora como carne fria
Eu leão,
há muito não sei o que é correr
Eu leão,
sinto saudades da leoa
Eu leão,
lembro dos tempos de vento na cara
Eu leão,
agora à noite fico sozinho
Eu leão,
agora sinto até frio
Eu leão,
agora 'vivo' numa jaula
Eu leão,
já não sou àquele leão
Eu leão,
de tanto remédio o coração não aguenta mais
Eu leão,
cansado de toda essa gente
Eu leão,
não mais ligo pro tempo
Eu leão,
só espero morrer
Eu leão...não,hoje não tem leão,não mais.
Allan Bonfim
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Prainha,uma pra contar (Letícia)
Mais uma vez ter que mergulhar,descer ao fundo e tentar encontrar o sonho que eu perdi,correntes fortes em todo lugar,mudando tudo quando tudo está no tom pra ter um fim...(ouvindo 'Quicksand' de David Bowie cantada por Seu Jorge)
[...] e logo estamos na praia,chegamos,nos instalamos na areia,areia fina,parece que caminhamos em algodão doce.A água é multicolor,é verde daqui agora,caminho até lá e dou um mergulho,não,o mar não tá pra peixe e muito menos para mim,então observo muito da areia,vejo os morros altos e verdes que cercam estas águas fazendo lembrar àquelas figuras que eu via nos livros de história no tempo de primário,aos pés deles,pedras parecem conter a água dizendo:
- Voltem moças,voltem belas ondas,o mar é seu lugar !!!
Pra ser sincero,não sei por quanto tempo elas irão obedecer as sábias e velhas pedras,mas tanto faz,pois hoje é sábado,tanta gente feliz na areia,e eu decido andar até as pedras,pura curiosidade da vista lá de cima.
Mesmo encontrando dificuldade pra subir,algo forte me move até lá,pés no chão,lá em cima a primeira curva com vista pro mar,confesso,apavora,mas sigo,pronto,aqui é lindo,pensei.Alguém me diz algo que não entendo,olho pro lado,uma jovem,voz feminina,moça na pedra,é Letícia,assim me conta enquanto conversamos,e como conversamos,falamos sobre gente conhecida,sobre mim,sobre ela.
- Licença por favor,dizem as pessoas.
Fico bestializado com o modo rápido com que descubrimos os lugares bons,decidimos sair dali,estamos sentados no meio da trilha,ela quer ir para mais longe da praia,e quando chegamos,eu quero ir até o pontal,digo que deve ser lindo,o que iria se firmar verdade um pouco mais tarde.Caminhamos os dois até lá,as pedras com ferimentos antigos,castigam os pés,agora a água se mostra azul,límpida,uma pequena tartaruga se exibe dentro d'água,parece se mostrar para nós e dizer:
- Vão,curtam a paisagem,é linda,é linda.
E é o que fazemos,continuamos o caminho e chegamos ao destino,e que lindo é,são pedras aos nossos pés encontrando com o mar,esse não é o mar de praia,é aquele,o alto,que chamamos de alto,na verdade,fundo,é alto mar,o perigoso é lindo,avistamos outra praias,mas nada de areia,essas são de pedras.
Duas pedras a nossa frente,geram um espaço côncavo por onde as ondas entram e batem,e lambem as pontas dessas mesmas pedras,eu me aproximo,a visão é do horizonte e a água agora é púrpura,ela se mostra encantada,registra tudo na máquina que carrega consigo,e de repente se dirige às mesmas pedras que me encontrava e grita incessantemente:
- É muito lindo,é muito lindo,é lindo !!!!
Penso que a tartaruga tinha razão,e ela também,parece estar em êxtase,e o perigo se mostra,uma onda forte bate,e as pedras avisam:
- Não se perca na beleza,a beleza afoga,a beleza afunda.
Eu apenas a aviso pra não chegar muito perto da beira,ela concorda,e ficamos os dois observando a paisagem,tempo depois,ela parece lembrar de algo e:
- Tenho que ir,vai voltar ou ficar aí?
Ponho em prática meu pouco cavalheirismo e digo que acompanho-a na volta,as pedras como sempre castigando os pés,entre as águas,avisto a mesma tartaruga que agora diz:
- Vai-te,mas volta,volta logo,volte sempre !!!
Seguimos o caminho e as pedras,não por acidente,deixam meu corpo escorregar,a marca se faz no pé,e elas dizem:
- Não se preocupe,é lembrança,lembrança de nós,lembrança de Letícia.
Eu sigo,seguimos caminho,com aquela dor,uma dor nem tão grande,mais a frente,um cacto,deixaria uma lembrança em seus pés,Letícia,um pequeno furo,chegamos ao ponto da primeira conversa,meu celular toca,e é a gente se retirando,saindo da praia.Observamos,e em direção a praia seguimos,seguimos o caminho,aquela curva,confesso,inda apavora,descemos,chegamos a praia.
- Vai ficar?
- Tenho que ir.
Ela me passa o orkut que mais tarde seria apagado de forma desconhecida,e seguimos,com um pé furado e outro esfolado,seguimos o caminho,agora diferente pra cada um,poderia ser um GRANDE amor,poderia ser uma GRANDE amiga,não sei,pois foi só Letícia.
...não acho que seja normal,minha mente me fazendo mal e seu beijo amargo de jiló,e seu beijo amargo de jiló...(espero vê-la,espero ir pra cachoeira,Cachoeiras de Macacú)
Allan Bonfim.
[...] e logo estamos na praia,chegamos,nos instalamos na areia,areia fina,parece que caminhamos em algodão doce.A água é multicolor,é verde daqui agora,caminho até lá e dou um mergulho,não,o mar não tá pra peixe e muito menos para mim,então observo muito da areia,vejo os morros altos e verdes que cercam estas águas fazendo lembrar àquelas figuras que eu via nos livros de história no tempo de primário,aos pés deles,pedras parecem conter a água dizendo:
- Voltem moças,voltem belas ondas,o mar é seu lugar !!!
Pra ser sincero,não sei por quanto tempo elas irão obedecer as sábias e velhas pedras,mas tanto faz,pois hoje é sábado,tanta gente feliz na areia,e eu decido andar até as pedras,pura curiosidade da vista lá de cima.
Mesmo encontrando dificuldade pra subir,algo forte me move até lá,pés no chão,lá em cima a primeira curva com vista pro mar,confesso,apavora,mas sigo,pronto,aqui é lindo,pensei.Alguém me diz algo que não entendo,olho pro lado,uma jovem,voz feminina,moça na pedra,é Letícia,assim me conta enquanto conversamos,e como conversamos,falamos sobre gente conhecida,sobre mim,sobre ela.
- Licença por favor,dizem as pessoas.
Fico bestializado com o modo rápido com que descubrimos os lugares bons,decidimos sair dali,estamos sentados no meio da trilha,ela quer ir para mais longe da praia,e quando chegamos,eu quero ir até o pontal,digo que deve ser lindo,o que iria se firmar verdade um pouco mais tarde.Caminhamos os dois até lá,as pedras com ferimentos antigos,castigam os pés,agora a água se mostra azul,límpida,uma pequena tartaruga se exibe dentro d'água,parece se mostrar para nós e dizer:
- Vão,curtam a paisagem,é linda,é linda.
E é o que fazemos,continuamos o caminho e chegamos ao destino,e que lindo é,são pedras aos nossos pés encontrando com o mar,esse não é o mar de praia,é aquele,o alto,que chamamos de alto,na verdade,fundo,é alto mar,o perigoso é lindo,avistamos outra praias,mas nada de areia,essas são de pedras.
Duas pedras a nossa frente,geram um espaço côncavo por onde as ondas entram e batem,e lambem as pontas dessas mesmas pedras,eu me aproximo,a visão é do horizonte e a água agora é púrpura,ela se mostra encantada,registra tudo na máquina que carrega consigo,e de repente se dirige às mesmas pedras que me encontrava e grita incessantemente:
- É muito lindo,é muito lindo,é lindo !!!!
Penso que a tartaruga tinha razão,e ela também,parece estar em êxtase,e o perigo se mostra,uma onda forte bate,e as pedras avisam:
- Não se perca na beleza,a beleza afoga,a beleza afunda.
Eu apenas a aviso pra não chegar muito perto da beira,ela concorda,e ficamos os dois observando a paisagem,tempo depois,ela parece lembrar de algo e:
- Tenho que ir,vai voltar ou ficar aí?
Ponho em prática meu pouco cavalheirismo e digo que acompanho-a na volta,as pedras como sempre castigando os pés,entre as águas,avisto a mesma tartaruga que agora diz:
- Vai-te,mas volta,volta logo,volte sempre !!!
Seguimos o caminho e as pedras,não por acidente,deixam meu corpo escorregar,a marca se faz no pé,e elas dizem:
- Não se preocupe,é lembrança,lembrança de nós,lembrança de Letícia.
Eu sigo,seguimos caminho,com aquela dor,uma dor nem tão grande,mais a frente,um cacto,deixaria uma lembrança em seus pés,Letícia,um pequeno furo,chegamos ao ponto da primeira conversa,meu celular toca,e é a gente se retirando,saindo da praia.Observamos,e em direção a praia seguimos,seguimos o caminho,aquela curva,confesso,inda apavora,descemos,chegamos a praia.
- Vai ficar?
- Tenho que ir.
Ela me passa o orkut que mais tarde seria apagado de forma desconhecida,e seguimos,com um pé furado e outro esfolado,seguimos o caminho,agora diferente pra cada um,poderia ser um GRANDE amor,poderia ser uma GRANDE amiga,não sei,pois foi só Letícia.
...não acho que seja normal,minha mente me fazendo mal e seu beijo amargo de jiló,e seu beijo amargo de jiló...(espero vê-la,espero ir pra cachoeira,Cachoeiras de Macacú)
Allan Bonfim.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
O reveillon de Jim Carter (até mais)
O despertador tocou,e nossa,nem parece que são 8 da manhã.Eu me levanto e olho aquele gigante espelho que os caras do hotel colocaram na sala,percebo assim que tô ficando mais velho,tô ficando mais lento,mais curvado...que besteira.
Vou até a cozinha e bebo o que sobrou do uísque 76 que a Mel me deu de presente,eu penso,com a garrafa na mão,o quanto tô sozinho,o quanto o natal me fez feliz porque tinha gente aqui no apê,e mesmo eles não gostando nada de mim,eram uma companhia,enfim,me vejo só,anoitece lá fora,e eu pego o cigarro e vou pra varanda.Enquanto procurava o maço pensava em me jogar fora daqui,seria lindo sentir meu corpo debilitado cair do sétimo andar e ao chegar ao chão estalar fúnebremente.
Me dirijo a varanda,com o cigarro na boca,e quero pular de primeira,mas,eu escuto o que parece ser o barulho de uma multidão,estão todos lá embaixo,vejo no celular que é noite de trinta e um,31 de dezembro,é reveillon,e eu aqui,só,no alto do apartamento,esperando aquela maldita gente sair lá debaixo da minha sacada,será que nem suicídio eu posso fazer?! ...a gente não sai,permanecem lá por toda a noite e chegam a virar a madrugada..por fim eu desisto,caio bebâdo na varanda,amanhã será mais um dia entendiante.
Allan Bonfim,que mesmo sem inspiração queria deixar um último texto aqui,desejo a todos os leitores e amigos,um belo fim de ano com quem desejarem,desejo que a gente não se perca,desejo voltar um dia e encontrar vocês,enfim,um Bom Fim.
Vou até a cozinha e bebo o que sobrou do uísque 76 que a Mel me deu de presente,eu penso,com a garrafa na mão,o quanto tô sozinho,o quanto o natal me fez feliz porque tinha gente aqui no apê,e mesmo eles não gostando nada de mim,eram uma companhia,enfim,me vejo só,anoitece lá fora,e eu pego o cigarro e vou pra varanda.Enquanto procurava o maço pensava em me jogar fora daqui,seria lindo sentir meu corpo debilitado cair do sétimo andar e ao chegar ao chão estalar fúnebremente.
Me dirijo a varanda,com o cigarro na boca,e quero pular de primeira,mas,eu escuto o que parece ser o barulho de uma multidão,estão todos lá embaixo,vejo no celular que é noite de trinta e um,31 de dezembro,é reveillon,e eu aqui,só,no alto do apartamento,esperando aquela maldita gente sair lá debaixo da minha sacada,será que nem suicídio eu posso fazer?! ...a gente não sai,permanecem lá por toda a noite e chegam a virar a madrugada..por fim eu desisto,caio bebâdo na varanda,amanhã será mais um dia entendiante.
Allan Bonfim,que mesmo sem inspiração queria deixar um último texto aqui,desejo a todos os leitores e amigos,um belo fim de ano com quem desejarem,desejo que a gente não se perca,desejo voltar um dia e encontrar vocês,enfim,um Bom Fim.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Retratação natalina (é natal,enfim)
E ao olhar tanta beleza,me senti injusto com tal a data,me senti injusto com aquelas pessoas,me senti injusto comigo mesmo,pois foi ali que vi,era natal,natal de verdade....decidi então me retratar.
Já gritei e,admito que foi um grito desesperado de quem já não aguenta a situação social,foi também um grito injusto pois,não tinha nem vivido ainda o natal de que tanto falei.
E então decidi vir aqui novamente,mas dessa vez para falar das felicidades daqueles seres lá da sala,sim,são pessoas felizes que procuram a cada ano,numa mesma data,a chamada felicidade.E digo com quase certeza que eles a encontram,de um modo diferente,a cada ano eles passam com seus entes e amigos mais queridos o que lhes é um marco de fraternidade e carinho.Fazem dessa época um marco de sua vida,fazem dela um tema,do qual há muitas estórias pra desenvolver.
São brigas,declarações,piadas,enfim,uma série de marcadores criados nesse dia,em todos os anos,mas hoje vou apenas mencionar o ocorrido desta noite,meia-noite do dia vinte e cinco de dezembro,o ano não faz muita diferença,já que é pouco mencionado quando se contam as peripécias acontecidas neste dia.
Desde cedo,já trabalham nas refeições que virão a compor a ceia,anoitece e chegam os amigos,tão amigos,que são como da família agora,são uma família,cumprimentam-se e vão se acomodando no espaço,chega também um irmão,de sangue,este o único a estar presente naquela noite,e então,não oficialmente,a festa se inicia.
Parece uma boate,a dança,a luz negra que ilumina o apartamento,poucos são os que arriscam os passos na "pista",poucos são eles ali no recinto,enfim,o pai-Papai-noel chega e,auxiliado pela mãe-Mamãe-noel,entrega os presentes,e precisavam vocês,ver o encanto nos olhos das crianças e quem diria? de alguns adultos também...depois do presente,vão as crianças alegres experimentarem para lá seus novos brinquedos,um dos amigos meio bêbado,pede a palavra,faz um discurso belo e simples ou simples e belo como preferirem vocês,faz um discurso sobre o natal e a amizade deles,àquela presente ali desde o início,vejo então,o tão procurado e aguardado,muitas vezes usado,sim,era ele,ali na sala,bem na minha frente,era o espírito natalino,eles os faz brindar,ele os faz chorar e lembrar de outros natais,puxa também outros mini-discursos que são pura demonstração de amor.Permanece ali,pelo resto da noite,quieto...eles dançam,bebem mais um pouco(minto,bebem muito,muito mesmo),penso à essa altura,terceiro andar,que a alegria está nas pequenas coisas,um pequeno apartamento,ou até,um pequeno copo de cerveja,enfim,dormem,e vejo ali,naqueles corpos relaxados,uma satisfação notória,uma face risonha,e foi ele,foi ele,o espírito natalino.Conversamos um pouco,ele me mostra outros natais por todo o mundo e me manda vos contar.
E ao olhar tanta beleza,me senti injusto com tal a data,me senti injusto com aquelas pessoas,me senti injusto comigo mesmo,pois foi ali que vi,era natal,natal de verdade....decidi então me retratar.
Allan Bonfim.
Já gritei e,admito que foi um grito desesperado de quem já não aguenta a situação social,foi também um grito injusto pois,não tinha nem vivido ainda o natal de que tanto falei.
E então decidi vir aqui novamente,mas dessa vez para falar das felicidades daqueles seres lá da sala,sim,são pessoas felizes que procuram a cada ano,numa mesma data,a chamada felicidade.E digo com quase certeza que eles a encontram,de um modo diferente,a cada ano eles passam com seus entes e amigos mais queridos o que lhes é um marco de fraternidade e carinho.Fazem dessa época um marco de sua vida,fazem dela um tema,do qual há muitas estórias pra desenvolver.
São brigas,declarações,piadas,enfim,uma série de marcadores criados nesse dia,em todos os anos,mas hoje vou apenas mencionar o ocorrido desta noite,meia-noite do dia vinte e cinco de dezembro,o ano não faz muita diferença,já que é pouco mencionado quando se contam as peripécias acontecidas neste dia.
Desde cedo,já trabalham nas refeições que virão a compor a ceia,anoitece e chegam os amigos,tão amigos,que são como da família agora,são uma família,cumprimentam-se e vão se acomodando no espaço,chega também um irmão,de sangue,este o único a estar presente naquela noite,e então,não oficialmente,a festa se inicia.
Parece uma boate,a dança,a luz negra que ilumina o apartamento,poucos são os que arriscam os passos na "pista",poucos são eles ali no recinto,enfim,o pai-Papai-noel chega e,auxiliado pela mãe-Mamãe-noel,entrega os presentes,e precisavam vocês,ver o encanto nos olhos das crianças e quem diria? de alguns adultos também...depois do presente,vão as crianças alegres experimentarem para lá seus novos brinquedos,um dos amigos meio bêbado,pede a palavra,faz um discurso belo e simples ou simples e belo como preferirem vocês,faz um discurso sobre o natal e a amizade deles,àquela presente ali desde o início,vejo então,o tão procurado e aguardado,muitas vezes usado,sim,era ele,ali na sala,bem na minha frente,era o espírito natalino,eles os faz brindar,ele os faz chorar e lembrar de outros natais,puxa também outros mini-discursos que são pura demonstração de amor.Permanece ali,pelo resto da noite,quieto...eles dançam,bebem mais um pouco(minto,bebem muito,muito mesmo),penso à essa altura,terceiro andar,que a alegria está nas pequenas coisas,um pequeno apartamento,ou até,um pequeno copo de cerveja,enfim,dormem,e vejo ali,naqueles corpos relaxados,uma satisfação notória,uma face risonha,e foi ele,foi ele,o espírito natalino.Conversamos um pouco,ele me mostra outros natais por todo o mundo e me manda vos contar.
E ao olhar tanta beleza,me senti injusto com tal a data,me senti injusto com aquelas pessoas,me senti injusto comigo mesmo,pois foi ali que vi,era natal,natal de verdade....decidi então me retratar.
Allan Bonfim.
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